O Brasil é famoso por praias lotadas e “cartão-postal”, mas nem todo mundo quer viagem com fila, som alto e disputa por sombra. Este guia reúne 10 praias incríveis e menos visitadas no Brasil, escolhidas porque ainda entregam aquela sensação rara de mar bonito com mais silêncio, natureza e espaço.
Aqui você encontra como chegar, melhor época, o que fazer e dicas práticas — incluindo pontos que muita gente esquece (maré, estrada, estrutura e custo), para você planejar sem cair em perrengue desnecessário.
Nota editorial do GeoExploração
Esta lista não é “top 10 por top 10”. As praias foram selecionadas por combinação de preservação, nível de movimentação, acesso (trilha/estrada/barco), estrutura real e condições de maré/mar. Algumas são fáceis e outras exigem preparo — e isso faz parte da proposta: ajudar você a escolher o lugar certo para o seu perfil, não só mostrar fotos bonitas.
1. Praia do Espelho (BA) — Refúgio exclusivo entre Trancoso e Caraíva
A Praia do Espelho costuma aparecer em quase toda lista de “praias mais bonitas do Brasil”, mas a experiência real depende de um detalhe que muita gente ignora: o horário da maré. Quando a maré baixa coincide com céu aberto, as piscinas naturais ficam tão lisas que refletem o céu como um espelho — é daí que vem o nome e também o impacto visual que tornou o lugar famoso.
Não é uma praia para pressa nem para improviso. Quem chega no horário certo entende por que ela ganhou status quase lendário; quem chega fora da maré ideal pode sair achando que o hype é exagerado.
Onde fica e como chegar
A Praia do Espelho fica no povoado de Curuípe, entre Trancoso e Caraíva, no sul da Bahia.
Acesso:
Carro: estrada mista (asfalto + terra). Após chuvas, o trecho final costuma ficar escorregadio.
Transfer/van: opção mais confortável, saindo de Trancoso ou Arraial d’Ajuda.
Ônibus local: possível, mas exige caminhada final.
Dica prática: monte o dia em função da maré baixa. Chegar cedo aumenta muito as chances de ver o “efeito espelho” no melhor momento.
Clima, mar e melhor época
Clima: tropical, quente o ano todo
Melhor época: setembro a março
Mar: geralmente calmo na maré baixa; é quando surgem as piscinas naturais
Essencial: consultar a tábua de marés antes de ir. Isso muda completamente a experiência.
Por que visitar a Praia do Espelho
Paisagem de impacto, especialmente na maré baixa
Piscinas naturais rasas e transparentes
Ambiente mais reservado que outras praias da região
Boa gastronomia à beira-mar
Ótima para quem gosta de fotografar com calma
Observação honesta: é um destino de perfil mais exclusivo. Na alta temporada, os preços sobem e alguns estabelecimentos trabalham com consumo mínimo para uso de espreguiçadeiras.
O que fazer
Entrar nas piscinas naturais e aproveitar o mar calmo
Caminhar pela orla e buscar trechos menos movimentados
Fotografar do Mirante do Outeiro e das falésias
Fazer passeios de lancha para Caraíva e praias vizinhas
Ver o pôr do sol refletindo nas piscinas naturais
Estrutura e gastronomia
A praia tem restaurantes charmosos — muitos deles ligados a pousadas — com foco em:
frutos do mar frescos
moquecas
culinária baiana contemporânea
Em geral, o consumo mínimo é solicitado para uso de cadeiras e guarda-sóis.
Onde ficar
Na Praia do Espelho: pousadas pé na areia, com clima silencioso e mais exclusivo
Trancoso ou Arraial d’Ajuda: mais opções e melhor custo-benefício, ideais para bate-volta
Quanto tempo ficar
Bate-volta: funciona, desde que você chegue cedo
Ideal: 1 a 2 dias para aproveitar diferentes horários de maré sem pressa
Perfil do viajante
Casais e lua de mel
Viajantes que valorizam silêncio e paisagem
Fotógrafos e amantes da natureza
Quem prefere praias bonitas longe do turismo de massa
Dicas importantes
Vá cedo para pegar a maré baixa
Evite feriados se busca sossego
Leve dinheiro em espécie
Verifique as condições da estrada após chuvas
Use calçados aquáticos nas piscinas naturais
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale se você busca uma praia bonita com clima mais reservado e aceita planejar o dia em função da maré. Agora, se a ideia é economia total, estrutura popular ou acesso fácil a qualquer hora, pode fazer mais sentido ficar baseado em Trancoso ou Arraial d’Ajuda e visitar o Espelho apenas no melhor horário.
🔍 O que pouca gente te conta sobre a Praia do Espelho
Apesar da fama, boa parte dos visitantes chega apenas para um bate-volta rápido, concentrado no mesmo horário de maré baixa. Isso cria picos curtos de movimento e longos períodos de praia quase vazia. Fora da maré ideal, muitos restaurantes ficam surpreendentemente tranquilos — o que pode ser ótimo para quem quer silêncio, mas frustrante para quem esperava o “cartão-postal” clássico.
Na prática, a manhã costuma entregar o melhor equilíbrio entre luz, mar e tranquilidade; à tarde, o visual muda bastante conforme a maré sobe.
2. Praia do Patacho (AL): Guia completo do refúgio paradisíaco no litoral norte
A Praia do Patacho não impressiona pelo impacto imediato, e isso é parte do charme. O visual é bonito, sim, mas o que realmente diferencia o lugar é o silêncio contínuo — mesmo em períodos de alta temporada. Quem espera agito ou estrutura urbana costuma se frustrar; quem busca ritmo lento entende rápido por que o Patacho virou referência de turismo tranquilo no Nordeste.
Onde fica e como chegar
A Praia do Patacho está localizada no município de Porto de Pedras, região que faz parte da Rota Ecológica dos Milagres, conhecida por praias preservadas e vilarejos tranquilos.
Como chegar:
De Maceió: cerca de 2 horas de carro pela AL-101 Norte
De Recife: entre 2h30 e 3h, passando por Japaratinga até Porto de Pedras
Dica: a estrada costeira já faz parte da experiência, com belas paisagens de coqueirais e natureza preservada ao longo do trajeto.
Clima, mar e ambiente
O clima é tropical quente durante todo o ano, perfeito para aproveitar o sol e o mar. As águas costumam ser calmas, claras e mornas, ideais para banho e momentos de relaxamento.
A ausência de grandes estruturas turísticas à beira-mar contribui para manter a atmosfera silenciosa, natural e exclusiva, perfeita para quem deseja desacelerar.
Por que visitar a Praia do Patacho
Considerada uma das praias mais bonitas e preservadas do Brasil
Águas cristalinas com tons turquesa
Extensa faixa de areia cercada por coqueirais
Tranquilidade rara no litoral nordestino
Selo Bandeira Azul, que certifica qualidade ambiental, segurança e turismo sustentável
A Praia do Patacho foi a primeira de Alagoas a receber o selo Bandeira Azul e tem tido renovações em temporadas recentes.
O que fazer na Praia do Patacho
Banho de mar e relaxamento: aproveite as águas claras e mornas
Piscinas naturais: formadas na maré baixa, ideais para banho e snorkel
Caminhadas à beira-mar: longos trechos de areia limpa e tranquila
Passeios ecológicos: visita ao Santuário do Peixe-Boi e ao Rio Tatuamunha
Observação da natureza: coqueirais, manguezais e fauna marinha compõem o cenário
Gastronomia no Patacho e arredores
A infraestrutura gastronômica à beira-mar é limitada, o que ajuda a preservar o ambiente natural. As melhores opções estão nas pousadas charmosas e nos vilarejos próximos.
Os pratos valorizam frutos do mar frescos, peixes grelhados e a culinária regional alagoana, com ingredientes locais e sabores autênticos.
Dica: leve água e lanches se pretende passar muitas horas na praia.
Onde ficar perto da Praia do Patacho
Pousadas pé na areia com clima intimista
Hospedagens ecológicas voltadas à sustentabilidade
Acomodações em vilarejos próximos, como Tatuamunha, com belas vistas do mar
Dicas importantes para sua visita
Consulte a tábua de marés para aproveitar as piscinas naturais
Leve dinheiro em espécie, pois nem todos aceitam cartão
Prefira dias de semana para mais tranquilidade
Use calçados aquáticos ao caminhar sobre arrecifes
Por que a Praia do Patacho é tão especial?
A Praia do Patacho combina beleza natural, tranquilidade e compromisso ambiental, tornando-se um destino perfeito para quem busca descanso, contato com a natureza e cenários paradisíacos — tudo isso longe das multidões.
Se você deseja se desconectar, relaxar e vivenciar o melhor do litoral nordestino preservado, a praia do Patacho funciona especialmente bem para quem valoriza silêncio, natureza e turismo de baixo impacto.
O que pouca gente te conta sobre a Praia do Patacho
Apesar da fama crescente, o Patacho ainda funciona mais como destino de hospedagem do que de visita rápida. Quem chega apenas para um bate-volta costuma achar o lugar “simples demais” ou até monótono. Já quem dorme pelo menos uma noite percebe que a experiência acontece nos intervalos: praias vazias pela manhã, mar calmo por longos períodos e noites extremamente silenciosas.
Na prática, é uma praia que recompensa quem desacelera — e frustra quem procura movimento.
3. Lagoinha do Leste (SC) — Guia completo do paraíso selvagem em Florianópolis
A Lagoinha do Leste é frequentemente citada como uma das praias mais selvagens do Brasil — e aqui isso não é força de expressão. O acesso limitado por trilha ou barco funciona como um filtro natural: quem chega está disposto a caminhar, planejar e abrir mão de conforto. Em troca, encontra um cenário que parece distante da Florianópolis urbana.
O visual impressiona pela mistura pouco comum de mar aberto, costões rochosos, mata atlântica fechada e uma lagoa de água doce que deságua diretamente na areia. É o tipo de lugar que exige esforço, mas entrega uma sensação real de isolamento.
Onde fica e como chegar
A Lagoinha do Leste fica no sul da Ilha de Santa Catarina, dentro de uma área de preservação ambiental.
Principais acessos:
Trilha do Pântano do Sul: a mais utilizada, com mirantes espetaculares (nível médio)
Trilha do Matadeiro: mais longa e exigente (nível médio a alto)
Barco: possível apenas em dias de mar calmo, saindo do Pântano do Sul
Dica prática: comece a trilha cedo. Além de evitar o calor mais forte, isso garante margem de segurança para o retorno.
Clima, mar e melhor época
Clima: subtropical
Melhor época: abril a outubro, com temperaturas mais amenas
Verão: bonito, mas mais movimentado
Mar: geralmente agitado, com correntezas
Atenção: não é a melhor praia para banho em dias de mar grosso. A lagoa costuma ser a opção mais segura.
Quando a Lagoinha do Leste realmente vale a pena
Uma das áreas mais preservadas de Florianópolis
Paisagem realmente selvagem, sem urbanização
Trilhas com vistas amplas da costa
Contato intenso com a natureza
Sensação de estar em um parque natural remoto
É uma praia que não “parece Florianópolis” — e é exatamente isso que atrai quem vai até lá.
O que fazer na Lagoinha do Leste
Fazer trilha e explorar mirantes naturais
Caminhar pela longa faixa de areia
Banhar-se na lagoa de água doce
Fotografar a praia a partir dos costões
Aproveitar o silêncio e a ausência de movimento
Estrutura e o que levar
A Lagoinha do Leste não possui estrutura turística.
Leve obrigatoriamente:
água suficiente
lanches leves
protetor solar e repelente
calçado adequado para trilha
saco para levar todo o lixo de volta
Não há bares, restaurantes ou comércio.
Onde ficar
As melhores bases para a visita são:
Pântano do Sul: mais próxima e tranquila
Armação: boa infraestrutura
Campeche: acesso fácil a outras praias e trilhas
Não há hospedagem nem camping estruturado; o local funciona como visitação de dia.
Quanto tempo reservar
Passeio de dia inteiro.
Entre trilha, praia e retorno, reserve 6 a 8 horas.
Perfil do viajante
Aventureiros e trilheiros
Amantes da natureza e ecoturismo
Fotógrafos de paisagem
Quem busca praias realmente selvagens
Não indicada para:
Crianças pequenas
Pessoas com mobilidade reduzida
Quem busca conforto, quiosques ou estrutura
Dicas importantes
Vá cedo pela manhã
Evite dias chuvosos (trilhas ficam escorregadias)
Observe sempre as condições do mar
Nunca deixe lixo no local
Leve tudo o que trouxer
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale muito se você gosta de trilha, natureza bruta e não se importa em planejar o dia com cuidado. Para quem busca praticidade, conforto ou praia fácil de acesso, a Lagoinha do Leste pode ser cansativa — e isso não é defeito, é parte da experiência.
O que pouca gente te conta sobre a Lagoinha do Leste
Muita gente idealiza a Lagoinha do Leste como “praia perfeita”, mas esquece que boa parte da experiência é a trilha. Em dias quentes ou com movimento, o esforço pesa — e quem não se planeja pode sair mais cansado do que encantado. Por outro lado, quem chega cedo encontra a praia quase vazia e entende que o verdadeiro atrativo não é conforto, mas a sensação de isolamento total dentro de Florianópolis.
4. Ilha do Campeche (SC) — Guia completo da ilha paradisíaca mais preservada de Florianópolis
A Ilha do Campeche costuma ser chamada de “ilha paradisíaca” — e, neste caso, o rótulo faz sentido desde que você aceite as regras do jogo. O acesso é controlado, o número de visitantes é limitado e tudo depende das condições do mar. Em troca, a experiência é de uma praia limpa, silenciosa e visualmente impressionante, algo cada vez mais raro em Florianópolis.
Localizada em frente à costa sul da cidade, a ilha combina água extremamente transparente, areia branca, vegetação nativa e sítios arqueológicos com inscrições rupestres. Não é apenas um lugar bonito para banho, mas um espaço de preservação ambiental e histórica.
Onde fica e como chegar
A Ilha do Campeche fica a cerca de 1,5 km da Praia do Campeche, em Florianópolis, e só pode ser acessada por barcos autorizados.
Principais pontos de saída:
Praia do Campeche: travessia rápida (5–10 min), a opção mais prática
Praia da Armação: cerca de 30–40 minutos
Barra da Lagoa: até 1h20, com trajeto mais panorâmico
Importante: o desembarque depende tanto das condições do mar quanto da autorização diária. Nem sempre é garantido.
Clima, mar e melhor época
Clima: subtropical
Melhor época: outubro a março, quando o mar costuma ficar mais calmo
Mar: muito transparente, ideal para banho e snorkel
Em dias de vento sul ou mar agitado, as travessias podem ser suspensas, mesmo com céu aberto.
Por que visitar a Ilha do Campeche
Água clara com excelente visibilidade
Areia branca e ambiente limpo
Controle de visitantes, evitando superlotação
Patrimônio arqueológico com inscrições rupestres
Boa combinação de praia, trilha leve e fotografia
É o tipo de lugar que funciona melhor para quem valoriza qualidade de experiência, não quantidade de atrações.
O que fazer na Ilha do Campeche
Curtir a Praia da Enseada, principal faixa de areia
Fazer snorkel e mergulho livre (visibilidade costuma ser ótima)
Caminhar por trilhas ecológicas com mirantes
Visitar inscrições rupestres com guias autorizados
Fotografar o mar e as paisagens naturais
Estrutura e o que levar
A estrutura é mínima, justamente para preservar o ambiente.
Leve:
água suficiente
lanches leves
protetor solar
chapéu ou boné
Não conte com restaurantes completos ou comércio fixo na ilha.
Quanto custa visitar
Os valores variam conforme o ponto de saída e a época do ano:
Preço médio: entre R$150 e R$250 (ida e volta)
Saídas pela Praia do Campeche costumam ser mais rápidas e econômicas
Alguns passeios incluem acompanhamento de guias
- No verão, o acesso é limitado (ex.: 800 pessoas/dia) e pode haver taxa/controle de bilhete.
Onde ficar para visitar
Não é permitido pernoitar na ilha.
As melhores bases são:
Praia do Campeche: mais prática para embarque
Armação: charmosa e tranquila
Barra da Lagoa: mais estrutura turística
Quanto tempo reservar
De 3 a 4 horas costumam ser suficientes para aproveitar bem.
O tempo pode variar conforme o controle ambiental e as condições do mar no dia.
Perfil do viajante
Amantes da natureza
Fotógrafos e snorkelistas
Casais e viajantes tranquilos
Quem busca praias bonitas sem aglomeração
Não indicada para:
quem procura festas, bares, comércio intenso ou infraestrutura urbana.
Dicas importantes
Reserve com antecedência (vagas limitadas)
Chegue cedo ao ponto de embarque
Respeite todas as regras ambientais
Não é permitido acampar ou fazer fogueiras
Pets não são permitidos
Leve todo o lixo de volta
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale se você entende que a Ilha do Campeche é uma experiência controlada e dependente do mar. Para quem aceita planejar, respeitar regras e quer água cristalina em um ambiente preservado, é uma das melhores escolhas de Florianópolis. Para quem prefere liberdade total de horário ou infraestrutura completa, pode acabar frustrando.
🔍 O que pouca gente te conta sobre a Ilha do Campeche
Muita gente imagina a Ilha do Campeche como um passeio livre e espontâneo, mas a experiência é bem mais engessada do que parece. O tempo na ilha é controlado, os horários dependem do mar e, em dias cheios, a sensação pode ser mais de visita monitorada do que de praia à vontade. Por outro lado, quem entende essas limitações e aceita o ritmo imposto encontra um dos mares mais limpos e silenciosos de Florianópolis — sem o caos das praias urbanas.
5. Ilha do Mel (PR) — Refúgio natural sem carros
A Ilha do Mel é um dos poucos lugares no Sul do Brasil onde o ritmo realmente desacelera. A ausência de carros muda completamente a experiência: tudo é feito a pé, em trilhas ou pela areia, e o som dominante passa a ser o do mar e da mata. Para quem busca silêncio e contato com a natureza, isso é um grande acerto; para quem precisa de praticidade total, pode ser um desafio.
Localizada na Baía de Paranaguá, a ilha tem grande parte do território protegida por unidades de conservação. O resultado é um conjunto de praias preservadas, trilhas bem definidas e pontos históricos que ajudam a contar a história do litoral paranaense.
Onde fica e como chegar
A Ilha do Mel fica no litoral norte do Paraná e só pode ser acessada por barco.
Principais pontos de embarque:
Pontal do Sul (Pontal do Paraná): cerca de 30 minutos — opção mais rápida
Paranaguá: aproximadamente 1h30, ideal para quem quer aproveitar o centro histórico
Os barcos podem ser:
linhas regulares autorizadas
táxis náuticos
Dica prática: chegue cedo ao terminal, principalmente em feriados e no verão, quando a fila pode ser longa.
Clima, mar e melhor época
Clima: subtropical
Verão (dez–mar): mais quente e movimentado
Outono e primavera: clima agradável e menos turistas
Inverno: mais tranquilo, com temperaturas amenas
O mar varia conforme a praia: há trechos mais calmos e outros com ondas, inclusive para surf.
Por que visitar a Ilha do Mel
Ambiente natural sem carros
Ritmo de vida simples e tranquilo
Trilhas ecológicas bem sinalizadas
Praias preservadas e pouco urbanizadas
Pontos históricos importantes
Boa opção para ecoturismo e descanso
É um destino que funciona melhor para quem gosta de caminhar, explorar e não ter pressa.
O que fazer na Ilha do Mel
Explorar praias como Encantadas, Farol, Fortaleza e Praia Grande
Subir no Farol das Conchas para vista panorâmica
Visitar a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres (século XVII)
Conhecer a Gruta das Encantadas
Caminhar pelas trilhas entre vilas e praias
Gastronomia
A culinária local é simples e baseada em frutos do mar e comida caiçara.
As melhores opções ficam nas vilas:
Nova Brasília
Encantadas
Fortaleza
Pratos comuns incluem peixes grelhados, camarão e moquecas.
Onde ficar
As hospedagens ficam concentradas nas vilas autorizadas:
Nova Brasília: mais estrutura e serviços
Encantadas: clima mais jovem e movimentado
Fortaleza: mais isolada e silenciosa
Há pousadas, chalés e hospedagens rústicas integradas à natureza.
Quanto tempo reservar
O ideal é ficar 2 a 3 noites, tempo suficiente para explorar trilhas, praias e pontos históricos sem correria.
Perfil do viajante
Casais e famílias
Amantes da natureza
Quem busca tranquilidade
Viajantes que gostam de caminhar
Não indicada para:
quem precisa de carro, busca luxo urbano ou vida noturna intensa.
Dicas importantes
Há limite diário de visitantes — planeje com antecedência
Use calçados confortáveis para trilhas
Leve repelente e protetor solar
Bicicleta pode facilitar deslocamentos
Respeite as regras ambientais
Leve todo o lixo de volta
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale muito se você gosta de destinos onde o ritmo é ditado pela natureza, não pelo relógio. A Ilha do Mel entrega praias preservadas, história e trilhas em um ambiente simples e silencioso. Para quem espera praticidade total ou agito noturno, pode não ser a melhor escolha — e essa clareza evita frustração.
🔍 O que pouca gente te conta sobre a Ilha do Mel
Muita gente imagina a Ilha do Mel como um destino simples de “praia fácil”, mas a ausência de carros cobra seu preço. Caminhadas longas com mochila, horários de barco rígidos e pouca flexibilidade fazem parte da experiência. Quem chega preparado para isso aproveita o ritmo lento e o silêncio; quem não se planeja pode achar o deslocamento cansativo e a logística mais complicada do que o esperado.
6. Praia do Pontal de Castelhanos (SP) — Selvagem na Ilhabela
A Praia do Pontal de Castelhanos mostra um lado de Ilhabela que muita gente não imagina. Localizada na costa leste da ilha, dentro do Parque Estadual de Ilhabela, ela é separada do centro turístico por mata fechada e uma estrada de terra que já deixa claro: chegar até aqui faz parte da experiência.
O cenário é marcante: mar aberto, mata atlântica preservada, uma baía em formato de coração vista do alto e uma comunidade caiçara tradicional que mantém o ritmo simples do lugar. Não é uma praia fácil — e justamente por isso continua rústica, autêntica e pouco modificada pelo turismo.
Onde fica e como chegar
A praia fica na costa leste de Ilhabela, voltada para o Oceano Atlântico.
Formas de acesso:
Por terra (principal): pela Estrada-Parque dos Castelhanos (cerca de 15 km)
– Apenas veículos 4×4, motos autorizadas, bicicletas ou a pé
– Ida (Centro → Castelhanos): 7h–14h. Volta (Castelhanos → Centro): a partir de 15h, com saída do parque até 18h.Por mar: passeios de barco e flexboat saem do centro de Ilhabela
Por trilha: opção indicada apenas para aventureiros experientes
Dica prática: passeios 4×4 guiados são a forma mais segura e comum de acesso, especialmente para quem não conhece a estrada.
Clima, mar e melhor época
Clima: tropical úmido
Melhor época: abril a setembro, quando chove menos
Mar: aberto, com ondas fortes em vários trechos
Atenção: não é praia de mar sempre calmo. Em dias de ressaca, o banho fica restrito a áreas mais protegidas.
Por que visitar Castelhanos
Uma das praias mais selvagens de Ilhabela
Vista única da baía em formato de coração
Contato direto com a cultura caiçara
Trilhas e praias isoladas nos arredores
Sensação real de aventura e isolamento
O contraste com as praias urbanizadas da ilha é total.
O que fazer em Castelhanos
Entrar no mar em trechos mais protegidos e surfar quando as condições permitem
Fazer trilhas para praias vizinhas, como Praia Mansa e Praia Vermelha
Subir ao Mirante do Coração para fotos panorâmicas
Provar a culinária caiçara nos quiosques da comunidade
Aproveitar estadias simples ou camping (onde permitido)
Gastronomia
A gastronomia é simples e fiel à tradição caiçara, com destaque para:
peixes frescos
frutos do mar
pratos regionais preparados de forma caseira
Os quiosques funcionam principalmente em finais de semana e na alta temporada.
Onde ficar
Comunidade de Castelhanos: campings e pousadas simples
Centro de Ilhabela: melhor infraestrutura e base para passeios de um dia
Quanto tempo reservar
Passeio de dia inteiro.
Entre estrada ou trilha, praia e retorno, reserve 6 a 8 horas.
Perfil do viajante
Aventureiros
Amantes de trilhas e natureza
Surfistas
Fotógrafos de paisagem
Não indicada para:
quem busca luxo, conforto urbano ou praias de mar calmo o tempo todo.
Dicas importantes
Chegue cedo por causa dos horários do parque
Use repelente (borrachudos são comuns)
Leve água e protetor solar
Prefira passeios 4×4 autorizados
Respeite a comunidade local e o parque
Leve todo o lixo de volta
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale muito se você quer conhecer o lado mais selvagem de Ilhabela e não se importa com acesso difícil e pouca estrutura. Para quem espera praia fácil, conforto e mar sempre calmo, Castelhanos pode cansar. Para quem busca aventura e autenticidade, é uma das experiências mais marcantes da ilha.
🔍 O que pouca gente te conta sobre Castelhanos
Muita gente chega a Castelhanos achando que o esforço termina na estrada — e se surpreende ao perceber que a experiência continua rústica mesmo depois de chegar. O mar costuma ser mais forte, os borrachudos aparecem sem aviso e a estrutura é simples, especialmente fora de finais de semana. Por outro lado, quem aceita essas condições encontra uma das praias mais autênticas de Ilhabela, com ritmo caiçara real e uma sensação de isolamento que não existe do outro lado da ilha.
7. Praia do Cedro (SP) — Canto escondido de Ubatuba
A Praia do Cedro é pequena, bonita e funciona quase como um respiro em meio às praias mais movimentadas de Ubatuba. Cercada por Mata Atlântica preservada e com acesso por uma trilha curta, ela costuma ficar mais tranquila — pelo menos fora dos horários de pico.
Por ser compacta, o clima muda rápido: em dias cheios, perde parte do charme; em dias calmos, vira um ótimo refúgio para quem quer mar tranquilo e silêncio relativo, sem precisar se afastar muito do centro.
Onde fica e como chegar
A Praia do Cedro está na região central/sul de Ubatuba, próxima à Praia Vermelha do Centro e ao Tenório.
Acessos:
Trilha pela Praia Vermelha do Centro: 10 a 15 minutos, nível fácil
Por mar: barcos e lanchas saem do Itaguá ou da Praia Vermelha
Dica prática: a trilha é curta, mas pode ficar escorregadia após chuvas. Vá com calçado adequado.
Clima, mar e melhor época
Clima: tropical úmido
Boa época: o ano todo, com preferência para dias de sol
Mar: geralmente calmo e transparente, ideal para banho
Em dias de mar mais agitado, evite nadar perto das pedras.
Por que visitar a Praia do Cedro
Praia pequena e bem preservada
Mar calmo, bom para banho
Boa visibilidade para snorkel
Acesso relativamente fácil
Clima de refúgio natural
É um contraste interessante com as praias mais urbanizadas da cidade.
O que fazer na Praia do Cedro
Relaxar e entrar no mar
Fazer snorkel próximo às pedras
Caminhar pela orla e observar a paisagem
Fotografar o encontro do mar com a mata atlântica
Estrutura e o que levar
A estrutura é mínima, o que ajuda a preservar o ambiente.
Em alguns períodos, há quiosque simples
Não conte com restaurantes completos
Leve:
água
lanches
protetor solar
Leve todo o lixo de volta.
Onde ficar
Boas bases para visitar a praia:
Itaguá: mais infraestrutura e passeios de barco
Centro de Ubatuba: fácil acesso a várias praias
Praia Vermelha do Centro ou Tenório: proximidade da trilha
Quanto tempo reservar
Meio período (manhã ou tarde) costuma ser suficiente.
Funciona bem combinar com outras praias próximas no mesmo dia.
Perfil do viajante
Casais
Famílias com crianças maiores
Amantes da natureza
Quem busca praias tranquilas e pouco movimentadas
Não indicada para:
quem procura grandes estruturas, festas ou agito constante.
Dicas importantes
Vá cedo — a praia é pequena e enche rápido
Use calçados adequados para a trilha
Leve snorkel e máscara
Evite finais de semana e feriados se busca mais silêncio
Preserve o ambiente natural
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale se você quer uma praia bonita, de mar calmo e acesso fácil, mas aceita que o espaço é limitado. Para quem chega cedo e evita horários de pico, a Praia do Cedro é um dos refúgios mais agradáveis de Ubatuba.
O que pouca gente te conta sobre a Praia do Cedro
Por ser pequena e de acesso fácil, a Praia do Cedro muda completamente de clima ao longo do dia. Quem chega cedo encontra água calma, pouco movimento e um dos melhores pontos de snorkel da região. Já no fim da manhã, especialmente em fins de semana e feriados, o espaço fica apertado e a experiência perde boa parte do encanto. Na prática, o horário de chegada define se o passeio será relaxante ou apenas “mais uma praia cheia” de Ubatuba.
8. Baía dos Golfinhos (RN) — Tranquilidade e fauna marinha em Pipa
A Baía dos Golfinhos é um dos lugares mais especiais do litoral potiguar não apenas pela paisagem, mas pelo que acontece dentro da água. Localizada em Pipa, no município de Tibau do Sul, a praia é conhecida pela presença frequente de golfinhos-nariz-de-garrafa, que costumam nadar próximos à costa, muitas vezes logo nas primeiras horas da manhã.
O acesso limitado pela maré e a ausência de estrutura fixa ajudam a manter o ambiente preservado. Não é uma praia para pressa nem para ficar entrando e saindo — funciona melhor para quem quer observar, caminhar, entrar no mar com calma e respeitar o ritmo natural do lugar.
Onde fica e como chegar
A Baía dos Golfinhos fica entre a Praia do Centro de Pipa e a Praia do Madeiro, a cerca de 85 km de Natal.
Acessos:
A pé (mais comum): caminhada pela areia somente na maré baixa (10–15 minutos)
De barco/lancha: passeios saem do centro de Pipa e percorrem a costa
Importante: o acesso a pé depende totalmente da tábua de marés. Sem maré baixa, não há passagem segura.
Clima, mar e melhor época
Clima: tropical, quente o ano inteiro
Boa época: o ano todo, com atenção especial às marés
Mar: geralmente calmo, morno e com poucas ondas
Pela manhã, o mar costuma ficar ainda mais tranquilo — e é quando as chances de ver golfinhos são maiores.
Por que visitar a Baía dos Golfinhos
Observação de golfinhos em liberdade
Ambiente silencioso e pouco urbanizado
Águas calmas, boas para banho
Falésias coloridas e vegetação nativa
Uma das paisagens naturais mais bonitas do RN
Aqui, a grande atração não é estrutura nem serviços, e sim a vida marinha.
O que fazer na Baía dos Golfinhos
Observar golfinhos nadando e saltando próximos à costa
Entrar no mar com calma e respeito ao ambiente
Caminhar pela areia durante a maré baixa
Fazer passeios de barco ao longo da costa de Pipa
Fotografar falésias, mar e fauna marinha
Dica importante: mantenha distância dos animais e evite movimentos bruscos na água.
Estrutura e alimentação
A Baía dos Golfinhos não possui estrutura turística fixa.
Para refeições e bares, prefira:
Centro de Pipa
Praia do Madeiro, que tem boa infraestrutura
Leve água e lanches, especialmente se pretende passar várias horas na praia.
Onde ficar
Boas bases para visitar a baía:
Centro de Pipa: mais opções e acesso fácil
Praia do Madeiro: mais tranquila
Tibau do Sul: clima sossegado e boas pousadas
Praia do Amor: boa localização para explorar a região
Quanto tempo reservar
Meio período costuma ser suficiente.
Funciona bem combinar com Madeiro, Praia do Amor ou o Centro de Pipa no mesmo dia.
Perfil do viajante
Amantes da natureza e da vida marinha
Casais e famílias
Viajantes que buscam tranquilidade
Fotógrafos de paisagem
Não indicada para:
quem procura festas, música alta ou estrutura completa na areia.
Conduta responsável com os golfinhos
Não alimente os animais
Não tente tocar ou persegui-los
Evite barulho excessivo
Respeite as normas ambientais
A preservação do local garante que os golfinhos continuem frequentando a baía.
Dicas importantes
Consulte a tábua de marés antes de ir
Vá cedo pela manhã
Use protetor solar e chapéu
Leve água
Preserve o ambiente — leve todo o lixo de volta
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale muito se você quer viver uma experiência natural e respeitosa, observando golfinhos em liberdade em um cenário preservado. Para quem entende que o acesso depende da maré e que o foco é a natureza — não a estrutura — a Baía dos Golfinhos é uma das experiências mais marcantes de Pipa.
🔍 O que pouca gente te conta sobre a Baía dos Golfinhos
Muita gente chega sem consultar a maré e descobre tarde demais que o acesso a pé não é possível — ou precisa encurtar a visita para não ficar “preso” pela subida da água. Além disso, os golfinhos aparecem com mais frequência nas primeiras horas da manhã; quem chega tarde pode sair achando que a fama é exagerada. Na prática, planejamento de horário faz toda a diferença entre um encontro memorável e um passeio comum.
9. Barra Grande (PI) — Praia pacata no litoral nordestino
Barra Grande, no litoral do Piauí, é o tipo de lugar que conquista pela simplicidade. Localizada no município de Cajueiro da Praia, dentro do pequeno — e ainda pouco explorado — litoral piauiense, a vila combina ritmo lento, natureza preservada e um clima acolhedor que faz o visitante desacelerar quase sem perceber.
A praia tem dois lados bem definidos: em horários de maré baixa, surgem trechos calmos e piscinas naturais; durante a temporada de ventos, o destino se transforma em um dos principais polos de kitesurf do Brasil. Essa mistura explica por que Barra Grande agrada tanto quem quer descanso quanto quem busca esportes ao ar livre.
Onde fica e como chegar
Barra Grande fica no litoral norte do Piauí, próxima à divisa com o Ceará.
Distâncias:
Parnaíba: cerca de 70–80 km
Teresina: cerca de 400 km
Como chegar:
Avião: até Parnaíba + carro ou transfer
Carro/transfer: acesso fácil pela PI-116
Ônibus: linhas regionais até Cajueiro da Praia
Muitos viajantes incluem Barra Grande na Rota das Emoções (Delta do Parnaíba + Jericoacoara), o que funciona bem para quem gosta de viagens mais longas e variadas.
Clima, mar e melhor época
Clima: tropical quente
Temperaturas médias: 25 °C a 32 °C
Ventos fortes: julho a dezembro (ideal para kitesurf)
Mar mais calmo: em horários de maré baixa e fora do pico dos ventos
Na maré baixa, surgem piscinas naturais agradáveis para banho relaxante.
Por que visitar Barra Grande (PI)
Praia tranquila e ainda pouco explorada
Vila pequena, charmosa e fácil de percorrer a pé
Um dos melhores destinos de kitesurf do Brasil
Manguezais, estuários e natureza preservada
Pôr do sol bonito e clima de vila
Ritmo de vida simples e sem pressa
É o tipo de destino que agrada quem prefere experiência em vez de grandes atrações.
O que fazer em Barra Grande
Caminhar pela praia e aproveitar os trechos mais calmos
Praticar kitesurf ou windsurf (há escolas para iniciantes)
Fazer stand up paddle ou caiaque em áreas protegidas
Explorar manguezais e estuários em passeios guiados
Assistir ao pôr do sol à beira-mar
Gastronomia e clima noturno
A vila tem restaurantes pequenos e bares rústicos, muitos com mesas na areia.
Destaques da culinária:
peixes frescos
camarão e frutos do mar
pratos regionais e opções contemporâneas
À noite, o clima é tranquilo e descontraído — sem festas grandes ou aglomerações.
Onde ficar
Barra Grande oferece:
pousadas rústicas à beira-mar
chalés confortáveis
hotéis boutique com foco em sustentabilidade
A maioria das hospedagens permite fazer quase tudo a pé.
Quanto tempo reservar
O ideal é ficar de 2 a 4 noites, tempo suficiente para relaxar, curtir a praia e fazer passeios pela região sem pressa.
Perfil do viajante
Quem busca tranquilidade
Amantes da natureza
Praticantes de kitesurf
Casais e viajantes de slow travel
Não indicada para:
quem procura grandes resorts, luxo urbano ou vida noturna agitada.
Dicas importantes
Reserve hospedagem com antecedência na alta temporada
Consulte a tábua de marés
Leve dinheiro em espécie
Use protetor solar e roupas leves
Alugue carro ou contrate transfer saindo de Parnaíba
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale muito se você gosta de destinos simples, com ritmo lento e contato direto com a natureza. Barra Grande não tenta ser sofisticada nem agitada — e é justamente isso que a torna especial para quem quer relaxar, praticar esportes ao ar livre e conhecer um dos litorais menos explorados do Brasil.
🔍 O que pouca gente te conta sobre Barra Grande (PI)
Muita gente chega a Barra Grande esperando uma praia nordestina de mar sempre calmo — e se surpreende ao encontrar vento constante em boa parte do ano. Para alguns, isso é incômodo; para outros, é exatamente o que transforma o vilarejo em referência nacional de kitesurf. Na prática, a experiência muda conforme a época: fora da temporada de ventos, o ritmo é ainda mais lento; durante o auge do kite, a vila ganha mais movimento, mas sem perder o clima simples.
10. Carro Quebrado (AL) — Falésias e mar cristalino
Carro Quebrado é daquelas praias que impressionam logo na primeira vista. Localizada no município de Barra de Santo Antônio, no litoral norte de Alagoas, ela chama atenção pelas falésias multicoloridas, que criam um contraste forte com o mar em tons de azul e verde. O visual é impactante — e explica por que o lugar virou queridinho de fotógrafos e viajantes que gostam de paisagens diferentes.
Ao mesmo tempo, é uma praia rústica e pouco estruturada. Não há quiosques grandes, calçadão ou comércio na areia. Isso mantém o clima mais preservado, mas também exige planejamento de quem visita.
Onde fica e como chegar
A Praia de Carro Quebrado fica a cerca de 40 a 45 km de Maceió, no litoral norte do estado.
Formas de acesso:
Buggy ou veículo 4×4: opção mais segura, já que o acesso é por estrada de terra
Passeios de buggy ou quadriciclo: saindo de Paripueira, Sonho Verde ou Barra de Santo Antônio
Trilha guiada: recomendada para quem não conhece a região
Dica prática: após períodos de chuva, a estrada pode ficar difícil. Passeios guiados costumam ser a escolha mais tranquila.
Clima, mar e melhor época
Clima: tropical quente
Melhor época: setembro a março
Mar: geralmente calmo e transparente, com piscinas naturais na maré baixa
Consultar a tábua de marés ajuda a pegar o melhor visual das piscinas e um mar mais tranquilo.
Por que visitar Carro Quebrado
Falésias coloridas únicas no litoral alagoano
Praia ampla e pouco frequentada
Visual forte e muito fotogênico
Mirantes naturais com vista privilegiada
Sensação real de praia “fora do circuito”
É um destino que agrada quem valoriza paisagem mais do que estrutura.
O que fazer em Carro Quebrado
Entrar no mar e aproveitar os trechos mais calmos
Subir aos mirantes das falésias para fotos panorâmicas
Caminhar pela extensa faixa de areia
Fazer passeios de buggy ou quadriciclo
Montar um piquenique simples à beira-mar (leve tudo com você)
Estrutura e alimentação
A estrutura na praia é mínima, o que ajuda a preservar o ambiente.
Para refeições completas, prefira:
Paripueira
Barra de Santo Antônio
Beach clubs próximos, como Sonho Verde
Leve água, lanche e protetor solar se pretende passar mais tempo na praia.
Onde ficar
Boas bases para visitar Carro Quebrado:
Paripueira: melhor infraestrutura e opções de passeio
Barra de Santo Antônio: vila simples e charmosa
Maceió: funciona bem para bate-volta
Quanto tempo reservar
De meio período a 1 dia inteiro.
Funciona bem combinar com outras praias do litoral norte de Alagoas no mesmo dia.
Perfil do viajante
Amantes de paisagens naturais
Fotógrafos
Casais
Quem busca praias tranquilas e menos exploradas
Não indicada para:
quem procura resorts, estrutura completa ou conforto urbano na areia.
Dicas importantes
Prefira buggy ou veículo 4×4
Vá pela manhã para melhor luz nas falésias
Leve água, lanche e protetor solar
Consulte a tábua de marés
Preserve o ambiente — leve todo o lixo de volta
Vale a pena incluir no roteiro?
Vale muito se você gosta de praias rústicas, visuais marcantes e pouca interferência urbana. Carro Quebrado não é destino de comodidade, mas entrega uma das paisagens mais diferentes e impactantes de Alagoas — ideal para quem quer fugir dos roteiros tradicionais e ver o litoral nordestino por outro ângulo.
🔍 O que pouca gente te conta sobre Carro Quebrado
Muita gente chega a Carro Quebrado atraída pelas fotos das falésias e não se dá conta de que a experiência é totalmente rústica. O acesso pode ser cansativo, o sol costuma ser forte e não há sombra nem apoio na areia. Quem vai preparado, com água, proteção e expectativa certa, encontra uma das paisagens mais impactantes de Alagoas. Quem chega esperando conforto costuma sair antes do previsto.



